quarta-feira, 22 de junho de 2016

Tragédia anunciada

Hoje foi divulgado que a Samarco sabia dos riscos de rompimento de Fundão e Germano. http://g1.globo.com/espirito-santo/desastre-ambiental-no-rio-doce/noticia/2016/06/samarco-sabia-dos-riscos-antes-de-desastre-diz-delegado-da-pf.html
As fotos a seguir não é a barragem de rejeitos em Mariana, mas de uma outra barragem de uma outra cidade do estado de Minas Gerais, que diga-se de passagem, não é da Samarco.
Foram fotos que tirei numa visita técnica em maio de 2015, ou seja, antes da catástrofe de Mariana.
Eu fiquei muito preocupado com a falta de manutenção, tirei estas fotos e deixei-as guardadas comigo. E vocês podem ter certeza que a drenagem não era muito relevante para este tipo de construção.
Início de erosão no topo do maciço

Vala de erosão (3 a 4m de profundidade) ao lado da barragem de rejeitos

Será que as barragens de Mariana estavam com as drenagens em dia?
Reflitam...

sábado, 23 de abril de 2016

INCOMPETÊNCIA DE GESTÃO, o principal causador dos desastres naturais.

As grandes catástrofes: INUNDAÇÕES, QUEDA DE PONTES E VIADUTOS, ROMPIMENTOS DE BARRAGENS, QUEDAS DE ENCOSTAS,... entre outros, poderiam ser evitados?
A minha resposta é: SIM!
Mas por que isto acontece? Falta de investimento? Mudanças climáticas? Falta de capacidade técnica? Boa vontade? 
(...)
Sim, tudo isso junto e misturado.
Então, o cara que deveria saber de todas estas problemáticas e vir com as "solucionásticas" seria o gestor. Seja ele gerente de obras, gerente de projetos, gerente de contratos, gerente de manutenção, gerente de operações, seja ela gerente de pqp... Sei lá... Um gestor.
Hoje, nas grandes empresas, um "gestor" ou gerente deve ser um cara graduado com MUITA experiência (+de 25 anos) ou pós graduado na área (MBA em Gerência de Projetos).
Só que, pergunte a ele como se chega às envoltórias máximas de cheia ou o volume médio de detritos ou o que é MDT?
Ou seja, tecnicamente, ele é um cara fraco. Normalmente é um gestor de pessoas. O especialista em cada assunto (hidráulico, geotécnico, geólogo, sísmico...) pode enrolar o gestor muito bem e entregar qualquer porcaria em mãos, desde que atenda aos resultados que ele quer, que é o mínimo custo de obra.

Por isso, desastres como Mariana, Ciclovia Niemayer, Petrópolis, Itaóca, Vale do itajaí..., sempre vão acontecer pois não existe uma política de prevenção aos desastres naturais, eles sempre ocorrerão quando não houver estudos específicos, que sempre serão suprimidos em função do custo final do projeto.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

O problema é a falta de investimento em projetos

Hoje, quinta-feira de feriado, o que se mais observava na televisão foi a queda da ciclovia da Avenida Niemeyer em São Conrado, Zona Sul do Rio.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/04/parte-da-ciclovia-desaba-em-sao-conrado-zona-sul-do-rio.html
Eu vejo, em todas os meios de comunicação, as suposições do que teria acontecido: sobreposição da onda da ressaca sobre a estrutura, pouca solidez do apoio no pilar, qualidade do material, ventos?
A teoria mais plausível é que a onda exigiu uma força na estrutura de baixo para cima e, como o tabuleiro é simplesmente apoiado, a estrutura ruiu abaixo.
Oras, se esta é a teoria mais plausível, por que o projeto não previu este tipo de evento? Incompetência? Negligência? Obra do acaso?
(...)
Atualmente, os projetos de infraestrutura viária como obras de arte correntes (galerias), obras de arte especiais (pontes e viadutos), entre outros, são elaborados SEMPRE pelo mínimo custo.
Eu defendo sempre que se deve fazer uma simulação hidrodinâmica (em termos gerais, sobreposição de ondas), seja ela em 2D no computador ou até mesmo em modelo reduzido. No entanto, na maioria das obras que envolvem ÁGUA, não é feito este tipo de estudo - uma simulação hidrodinâmica - pois os empreiteiros e gerentes de projetos acham que este estudo é irrelevante e caro.
É uma pena, pois um estudo deste porte custa em torno 0,3% do custo da obra. No caso de hoje, se esta ciclovia custou aos cofres públicos R$ 45 milhões, é bem provável que eles deixaram de lado um estudo hidrodinâmico, pois custaria R$ 135 mil, que seria um custo altíssimo para o valor total do projeto. Em "tempos de crise", para eles, seriam 135 mil jogados fora. "Para quê eu vou investir 135 mil em uma coisa que a probabilidade de ocorrência é muito pequena??"
Por isso, devem ter levado em conta apenas os níveis máximos centenários do mar, que, obviamente, não considera o dinamismo das ondas máximas, determinadas pela simulação hidrodinâmica. A sobreposição e dinamismo de cristas sempre leva a alturas de ondas inimagináveis!

A minha teoria é: NÃO HOUVE ESTUDOS HIDRODINÂMICOS no projeto desta ciclovia, por isso deu no que deu. O barato saiu caro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Retomando o projeto

Eu não esqueci deste blog e quase dois anos se passaram...
Deste último post até agora foram diversos acontecimentos.
Para citar os principais, vimos o Cantareira chegar ao volume morto e aos poucos, recuperar.
Desastres ambientais como o de Mariana acontecer.
Como todo mês de janeiro, estamos vendo inundações em todas as partes da Região Metropolitana de São Paulo.
Agora, vamos retomar este trabalho!


sábado, 19 de abril de 2014

Perguntas que houveram, mas que nunca foram respondidas

Por que o Cantareira está secando? E somente o Cantareira?
O que faremos nas nossas vidas? Todos os anos teremos que economizar água? O que isso tem a ver com finanças além do encarecimento da água potável?
A culpa é de quem? Dos governos? Dos gestores? De São Pedro?
Será que o Paraíba do Sul é a salvação? Será mesmo que é mesquinharia da turma da baixada fluminense?
E o Vale do Ribeira? Por que lá se preocupa mais com as inundações do que com o stress hídrico?
Por que é tão difícil criar políticas públicas?
O que está acontecendo é efeito do "Aquecimento Global"? Por que estou errado em dizer isso?


Primeira Postagem

Esta primeira postagem servirá não só para criar o blog.
É uma espécie de aviso.
Não usem este blog para criar novos textos, referências para outras pesquisas (monografias, TCCs, mestrados...), linkar com outro blog, causar terrorismos, entre outros que não consigo lembrar. 
Se for necessário, peçam ajuda que vou lhes ajudar com o maior prazer. Aos amigos jornalistas, eu cooperarei ao máximo, desde que as idéias estejam citadas em suas resenhas.
Este é um blog de esclarecimentos, para o leigo entender o que se passa com todas as brigas que ocorrem pela disputa da água. Também não sou o sabe-tudo, posso me enganar com algumas colocações e creio que vocês podem me ajudar nas minhas postagens. 
Pensem que é um blog como aqueles blogs que falam sobre bebês, as experiências, emoções, recomendações. Só que este bebê que descrevo é um "monstrinho".
Ultimamente vi em jornais, revistas, Facebook milhares de "especialistas" em recursos hídricos. Muitos dando opiniões evasivas sobre tudo e sobre todos.
Até especialistas doutores e livre-docentes em energia elétrica deram os "pitacos" em abastecimento de água.
Não sei como será a abrangência deste blog, mas eu gostaria muito que todos a tomassem como "referência" a todos os assuntos relacionados à água, seja ela poluída ou limpa.