sábado, 23 de abril de 2016

INCOMPETÊNCIA DE GESTÃO, o principal causador dos desastres naturais.

As grandes catástrofes: INUNDAÇÕES, QUEDA DE PONTES E VIADUTOS, ROMPIMENTOS DE BARRAGENS, QUEDAS DE ENCOSTAS,... entre outros, poderiam ser evitados?
A minha resposta é: SIM!
Mas por que isto acontece? Falta de investimento? Mudanças climáticas? Falta de capacidade técnica? Boa vontade? 
(...)
Sim, tudo isso junto e misturado.
Então, o cara que deveria saber de todas estas problemáticas e vir com as "solucionásticas" seria o gestor. Seja ele gerente de obras, gerente de projetos, gerente de contratos, gerente de manutenção, gerente de operações, seja ela gerente de pqp... Sei lá... Um gestor.
Hoje, nas grandes empresas, um "gestor" ou gerente deve ser um cara graduado com MUITA experiência (+de 25 anos) ou pós graduado na área (MBA em Gerência de Projetos).
Só que, pergunte a ele como se chega às envoltórias máximas de cheia ou o volume médio de detritos ou o que é MDT?
Ou seja, tecnicamente, ele é um cara fraco. Normalmente é um gestor de pessoas. O especialista em cada assunto (hidráulico, geotécnico, geólogo, sísmico...) pode enrolar o gestor muito bem e entregar qualquer porcaria em mãos, desde que atenda aos resultados que ele quer, que é o mínimo custo de obra.

Por isso, desastres como Mariana, Ciclovia Niemayer, Petrópolis, Itaóca, Vale do itajaí..., sempre vão acontecer pois não existe uma política de prevenção aos desastres naturais, eles sempre ocorrerão quando não houver estudos específicos, que sempre serão suprimidos em função do custo final do projeto.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

O problema é a falta de investimento em projetos

Hoje, quinta-feira de feriado, o que se mais observava na televisão foi a queda da ciclovia da Avenida Niemeyer em São Conrado, Zona Sul do Rio.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/04/parte-da-ciclovia-desaba-em-sao-conrado-zona-sul-do-rio.html
Eu vejo, em todas os meios de comunicação, as suposições do que teria acontecido: sobreposição da onda da ressaca sobre a estrutura, pouca solidez do apoio no pilar, qualidade do material, ventos?
A teoria mais plausível é que a onda exigiu uma força na estrutura de baixo para cima e, como o tabuleiro é simplesmente apoiado, a estrutura ruiu abaixo.
Oras, se esta é a teoria mais plausível, por que o projeto não previu este tipo de evento? Incompetência? Negligência? Obra do acaso?
(...)
Atualmente, os projetos de infraestrutura viária como obras de arte correntes (galerias), obras de arte especiais (pontes e viadutos), entre outros, são elaborados SEMPRE pelo mínimo custo.
Eu defendo sempre que se deve fazer uma simulação hidrodinâmica (em termos gerais, sobreposição de ondas), seja ela em 2D no computador ou até mesmo em modelo reduzido. No entanto, na maioria das obras que envolvem ÁGUA, não é feito este tipo de estudo - uma simulação hidrodinâmica - pois os empreiteiros e gerentes de projetos acham que este estudo é irrelevante e caro.
É uma pena, pois um estudo deste porte custa em torno 0,3% do custo da obra. No caso de hoje, se esta ciclovia custou aos cofres públicos R$ 45 milhões, é bem provável que eles deixaram de lado um estudo hidrodinâmico, pois custaria R$ 135 mil, que seria um custo altíssimo para o valor total do projeto. Em "tempos de crise", para eles, seriam 135 mil jogados fora. "Para quê eu vou investir 135 mil em uma coisa que a probabilidade de ocorrência é muito pequena??"
Por isso, devem ter levado em conta apenas os níveis máximos centenários do mar, que, obviamente, não considera o dinamismo das ondas máximas, determinadas pela simulação hidrodinâmica. A sobreposição e dinamismo de cristas sempre leva a alturas de ondas inimagináveis!

A minha teoria é: NÃO HOUVE ESTUDOS HIDRODINÂMICOS no projeto desta ciclovia, por isso deu no que deu. O barato saiu caro.