Hoje, quinta-feira de feriado, o que se mais observava na televisão foi a queda da ciclovia da Avenida Niemeyer em São Conrado, Zona Sul do Rio.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/04/parte-da-ciclovia-desaba-em-sao-conrado-zona-sul-do-rio.html
Eu vejo, em todas os meios de comunicação, as suposições do que teria acontecido: sobreposição da onda da ressaca sobre a estrutura, pouca solidez do apoio no pilar, qualidade do material, ventos?
A teoria mais plausível é que a onda exigiu uma força na estrutura de baixo para cima e, como o tabuleiro é simplesmente apoiado, a estrutura ruiu abaixo.
Oras, se esta é a teoria mais plausível, por que o projeto não previu este tipo de evento? Incompetência? Negligência? Obra do acaso?
(...)
Atualmente, os projetos de infraestrutura viária como obras de arte correntes (galerias), obras de arte especiais (pontes e viadutos), entre outros, são elaborados SEMPRE pelo mínimo custo.
Eu defendo sempre que se deve fazer uma simulação hidrodinâmica (em termos gerais, sobreposição de ondas), seja ela em 2D no computador ou até mesmo em modelo reduzido. No entanto, na maioria das obras que envolvem ÁGUA, não é feito este tipo de estudo - uma simulação hidrodinâmica - pois os empreiteiros e gerentes de projetos acham que este estudo é irrelevante e caro.
É uma pena, pois um estudo deste porte custa em torno 0,3% do custo da obra. No caso de hoje, se esta ciclovia custou aos cofres públicos R$ 45 milhões, é bem provável que eles deixaram de lado um estudo hidrodinâmico, pois custaria R$ 135 mil, que seria um custo altíssimo para o valor total do projeto. Em "tempos de crise", para eles, seriam 135 mil jogados fora. "Para quê eu vou investir 135 mil em uma coisa que a probabilidade de ocorrência é muito pequena??"
Por isso, devem ter levado em conta apenas os níveis máximos centenários do mar, que, obviamente, não considera o dinamismo das ondas máximas, determinadas pela simulação hidrodinâmica. A sobreposição e dinamismo de cristas sempre leva a alturas de ondas inimagináveis!
A minha teoria é: NÃO HOUVE ESTUDOS HIDRODINÂMICOS no projeto desta ciclovia, por isso deu no que deu. O barato saiu caro.
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